Tamanho Variável de Máscara de Subrede
Quando uma rede IP possui mais de uma máscara de
sub-rede, é considerada uma rede com tamanho variável da máscara de sub-rede
("variable lenght subnet masks" – VLSM), já que os prefixos de rede
estendidos possuem diferentes tamanhos.
Quando se utiliza o protocolo RIP-1, as máscara de
sub-rede devem ser uniformes ao longo de todo o prefixo de rede. O RIP-1 só
permite uma única máscara de sub-rede em cada número de rede pois ele não
fornece informação da máscara como parte das mensagem de atualização das
tabelas de roteamento. Na falta desta informação, RIP-1 é forçado a assumir
algumas simples considerações sobre a máscara que deverá ser aplicada à
qualquer rota já existente.
Assim, como um roteador baseado no protocolo RIP-1 saberá qual máscara utilizar para uma rota que foi divulgada recentemente por um roteador vizinho? Se o roteador possui uma sub-rede de mesmo número de rede associada à interface local, ele assume que a sub-rede recente foi definida usando a mesma máscara que a interface local. Entretanto, se o roteador não possui uma sub-rede com o mesmo número de rede da nova rede, ele assume que esta nova rede não possui sub-rede e aplica a máscara natural de classes.
Por exemplo, considerando que para porta 1 de um
roteador foi associado o endereço IP 130.24.13.1/24 e para porta 2 o endereço
200.14.13.2/24, o roteador recebe de um vizinho a rede 130.24.36.0. Ele
aplicara a máscara /24 já que a porta 1 está configurada como com outra
sub-rede da rede 130.24.0.0. Entretanto, quando o roteador recebe informação da
rede 131.25.0.0 de um roteador vizinho, ele assumirá uma máscara natural /16,
já que não há outra informação da máscara disponível.
Como um roteador baseado no protocolo RIP-1 saberá se
ele deve incluir os bits do número de sub-rede em uma atualização da tabela de
roteamento à um roteador RIP-1 vizinho? Considerando que foi associada à porta
1 de um roteador o endereço IP 130.24.13.1/24 e à porta 2 o endereço 200.14.13.2/24,
e o roteador toma conhecimento por um roteador vizinho da rede 130.24.36.0. Já
que a porta 1 está configura com outra sub-rede da rede 130.24.0.0, o roteador
assume que a rede 130.24.36 tem uma máscara de sub-rede /24. Quando o roteador
vai alertar sobre a nova rota, ele alertará pela porta 1 o endereço
130.24.36.0, mas pela porta 2 ele apenas alertará sobre o endereço
130.24.0.0.
Por estas razões, o RIP-1 é limitado à uma única
máscara de sub-rede para cada número de rede. Entretanto, existem várias
vantagens em se associar mais de uma máscara de sub-rede para um dado número de
rede IP:
·
Múltiplas máscaras de
sub-rede permitem um uso mais eficiente de um endereço IP associado à uma
organização.
·
Múltiplas máscaras de
sub-rede permitem agregar várias rotas, o que é muito importante para reduzir a
quantidade de informação de roteamento no nível de "backbone" dentro
do domínio de roteamento de uma organização.
O VLSM também permite uma divisão recursiva de um
endereço de uma organização para que haja uma redução da quantidade de
informação no nível mais alto. Conceitualmente, uma rede é divida em sub-redes,
algumas dessas sub-redes são divididas em outras sub-redes, e algumas dessas
sub-sub-redes são dividas em sub2-sub-redes. Isto permite que as informações
detalhadas de roteamento da estrutura de uma sub-rede fiquem invisíveis para os
roteadores em outros grupos de sub-redes.
Para a implementação correta do VLSM, três
pré-requisitos devem ser alcançados:
·
Os protocolos de
roteamento devem suportar informações de prefixos de rede estendidos com uma
fácil identificação.
·
Todos os roteadores devem
implementar um algoritmo de direcionamento baseado na maior coincidência
(longest match).
·
Para que ocorra um
agrupamento de rotas, os endereços devem ser associados de forma topológica e
lógica.
Protocolos de roteamento modernos, tais como OSPF e
IS-IS, permitem a implementação do VLSM por prover o tamanho do prefixo de rede
estendido ou o valor da máscara junto com cada informação de rota. Isto permite
que cada sub-rede seja alertada com seu correspondente tamanho do prefixo ou
máscara. Se os protocolos de roteamento não disporem das informações de
prefixo, um roteador deveria assumir o prefixo que já está aplicado localmente,
ou fazer uma busca em uma tabela de prefixos estática que contenha toda a
informação de máscara necessária. A primeira alternativa não poderia garantir
que o prefixo correto seria aplicado, enquanto que as tabelas estáticas
estariam sujeitas a erros humanos e seriam difíceis de ser manter. Um protocolo
que também ser utilizado seria o RIP-2, apresentando melhorias sobre o RIP-1 já
que suporta informações de prefixo de rede estendidos.
FONTE: http://www.gta.ufrj.br/grad/99_1/fernando/roteamento/subred2.htm


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